For C.W.B

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For C.W.B

I.
Let us live in a lull of the long winter winds
Where the shy, silver-antlered reindeer go
On dainty hoofs with their white rabbit friends
Amidst the delicate flowering snow.

All of our thoughts will be fairer than doves.
We will live upon wedding-cake frosted with sleet.
We will build us a house from two red tablecloths
And wear scarlet mittens on both hands and feet.

II.
Let us live in the land of the whispering trees;
Alder and aspen and popular and birch;
Singing our prayers in a pale, sea-green breeze
With star-flower rosaries and moss blankets for church.

All of our dreams will be clearer than glass,
Clad in the water or sun as you wish,
We will watch the white feet of the young morning pass,
And dine upon honey and small shiny fish.

III.
Let us live where the twilight lives after dark,
In the deep drowsy blue, let us make a home.
Let us meet in the cool evening grass with a stork,
And a whistle of willow played by a gnome.

Half-asleep, half-awake, we shall hear, we shall know
The soft “Miserere” the wood-swallow tolls,
We will wander away where the wild raspberries grow,
And eat them for tea from two lily-white bowls.

A poem from Elisabeth Bishop

Para C.W.B

I

Vivamos na acalmia dos longos ventos de inverno

onde a tímida rena de chifres prateados anda

sobre delicadas patas com os seus amigos coelhos brancos

pelo meio da fina e florescente neve.

Todos os nossos pensamentos serão mais delicados que pombas.

Viveremos sobre um bolo de noiva coberto de saraiva.

Construiremos a nossa casa com duas toalhas de mesa vermelhas.

E usaremos mitenes escarlates nas mãos e nos pés.

II

Vivamos no país das árvores sussurrantes,

o amieiro e a aia e o choupo e o vidoeiro,

entoando preces através de uma brisa pálida, verde-mar,

num templo de rosários de flores e cantos de musgo.

Todos os nossos sonhos serão mais límpidos que vidro.

Vestidos de água ou de sol, como desejares,

veremos passar os brancos pés da manhã jovem

e jantaremos mel e pequeno peixes cintilantes.

III

Vivamos onde o crepúsculo vive depois do anoitecer,

no profundo, sonolento azul, façamos a nossa casa.

Encontremo-nos na erva fresca da tardinha com uma cegonha

e um assobio de salgueiro, tocado por um gnomo.

Meio adormecidos, meio despertos, ouviremos, conheceremos

o suave “Miserere” que a andorinha do bosque toca.

Vaguearemos até onde crescem as framboesas silvestres

e comê-las-emos ao chá e duas taças brancas com lírios.

Um poema de Elisabeth Bishop

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